Treinar na zona de queima de gordura pode não ser a melhor estratégia para emagrecer! Entenda neste post o por quê!


Índice

Treinar na zona de queima de gordura

O que é zona de queima de gordura

Qual a intensidade para ficar na zona de queima de gordura?

Por quê treinar nessa intensidade pode NÃO ser uma boa estratégia?

O que é mais eficaz para perder gordura?

Concluindo


Treinar na zona de queima de gordura

O que é zona de queima de gordura

A chamada zona lipolítica ou zona de FatMax trata-se de uma intensidade de exercício aeróbio (correr, pedalar, nadar) que favorece a utilização da gordura para produção de energia para o exercício.

Ela é conhecida mais popularmente como zona de queima de gordura.

Veja bem, há uma predominância do uso da gordura corporal, pois nunca há apenas um único substrato energético sendo utilizado para gerar energia para todas as funções do nosso corpo.

Isso significa que, quando treinamos dentro dessa determinada intensidade, nosso corpo gasta mais gordura do que glicose ou proteína para gerar a energia que permite a continuidade do exercício.

Qual a intensidade para ficar na zona de queima de gordura?

A intensidade de exercício para que a pessoa fica na zona de queima de gordura é a que à entre 60 e 70% da FCmáxima.

Esta intensidade de exercício é considerada baixa.

Por quê treinar nessa intensidade pode NÃO ser uma boa estratégia?

Há dois bons motivos pelo qual treinar nessa intensidade não é uma boa estratégia:

  • é uma intensidade baixa e, consequentemente, o gasto calórico também será baixo;
  • pelo fato de não ser um exercício muito intenso, ele não irá promover um aumento de metabolismo tão considerável. E isso reflete também no pós treino. Fazer com que o metabolismo fique mais elevado no pós treino, acarreta em maior gasto energético, mesmo ao fazer atividades de baixíssima intensidade, como dormir, ou assistir tv.

O que é mais eficaz para perder gordura?

Exercícios aeróbios de maior intensidade gastarão, predominantemente, a glicose para produzir a energia que estará sendo utilizada no exercício.

Mas por que eles são mais eficazes para perda de gordura, mesmo utilizando a glicose?

Porque precisamos lembrar que o déficit calórico será maior quando o exercício for mais intenso e também, seu pós treino terá um gasto calórico maior.

Ou seja, a somatória total de calorias gastas no dia, será maior ao fazer um exercício intenso, quando comparado com o mesmo tempo de treino na zona de queima de gordura.

Não é à toa, o famoso HIIT é um sucesso no mundo fitness.

Nesse tipo de treino, treina-se por pouco tempo, em alta intensidade, fazendo com que o organismo gaste mais calorias. Não somente durante a sessão de treinamento, mas permitindo que o metabolismo fique mais alto por horas após o final do treino.

Concluindo

O que realmente importa, não é estar utilizando mais gordura ou a glicose para a produção de energia para o exercício, mas sim o quanto de calorias será gasta durante e também depois do final da sessão de treinamento.

Resumidamente, funciona da seguinte maneira: essa glicose utilizada no exercício precisará ser reposta e, adivinha só de onde virá a energia para fazer essa reposição?

Sim, da sua gordura corporal!

Então, para emagrecer, preocupe-se menos com o que acontece no seu corpo durante o exercício. É importante “ensinar” seu corpo a trabalhar de maneira mais inteligente!

Leia também o post Aeróbio e musculação no mesmo treino: um interfere no outro?


Por Personal Trainer Jennifer Áquila

NOTA SOBRE O AUTOR:
A personal trainer Jennifer Aquila, CREF 062048-G/SP, é bacharel em Educação Física pela UNESP – Rio Claro. Especializada em Fisiologia do Exercício pelo CEFE – UNIFESP e, em Biomecânica do Exercício pelo CEFIT.